Mostrando postagens com marcador Giano Guimarães. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Giano Guimarães. Mostrar todas as postagens

Face - Giano Guimarães

Face

Tua face fácil
Teu fascinante mundo
Minha facilidade com teu jeito
Teu faceiro jeito de ser
Minha farsa em dizer não
Sempre querendo dizer sim
Meu doce abrigo
Minha interface contigo
Mil e uma faces eu e você
Tua face na minha
Meu fascínio por ti
É fácil demais te querer

Giano Guimarães

Tempo - Giano Guimarães

Tempo

Cada minuto olhando para o tempo
Sem esperar que o tempo passe
É um tempo a mais que se ganha
É um pouco de vida que nasce

É estranho olhar para o horizonte
E ver uma paisagem tão verdadeira
Quando geralmente o que vemos
É o produto de nossa cegueira

E se o tempo parasse um pouco?
E se a gente também parasse
De perder o tempo que se vai?
Ah, se esse tempo não contasse!

Giano Guimarães

A menina e o livro - Literatura de cordel

 1


Uma história sobre páginas
Letras, palavras e versos
De como a leitura pode
Abrir novos universos
Que muitas vezes estavam
Tão distantes e dispersos

Ela havia ganhado um livro
Era um livro de poesia
Na primeira página um Poema
Que falava de fantasia
De como as letras revelam
O mundo que ela não via

Na segunda página ela
Leu um poema encantador
Dessa vez versando sobre
A mágica viva do amor
Do amor que jamais se rende
Nem mesmo na hora da dor

Na terceira página leu
Um poema de brincadeira
Daqueles de bola, de roda
De corrida na ladeira
Da mais pura diversão
Vivida na infância inteira

2

Na quarta página veio
Um poema diferente
Que falava sobre céu
E sobre a lua crescente
Eram versos das alturas
Das coisas que a gente sente

Na quinta página o poema
Tratava sobre saudade
Que quando aparece no peito
Toma conta e nos invade
É como estar faltando
Na gente uma metade

Na sexta página que abriu
A menina se encantou
Leu sobre uma gota d'água
Que outra pessoa derramou
Era água vinda dos olhos
De um poeta que chorou

Na sétima página então
Aconteceu o inesperado
Um poema com seu nome
Muito bonito e rimado
Ver seu nome num poema
Deixou seu dia encantado

3

Na oitava página abriu
Em formato de soneto
Um poema assustador
De um esquisito esqueleto
Que morava num castelo
Velho, já muito obsoleto

Na nona página a menina
Na leitura viajou
Pois era sobre Paris
Cidade que visitou
Em seus sonhos de lugares
Dos quais em ir já pensou

Na décima página havia
Versos lindos de amizade
Dizendo que ter amigo
É ter a sinceridade
O apoio e uma mão amiga
A toda hora de verdade

E foi na página onze
Que esse livro ganhou vida
Era como se a menina
Vivesse a palavra lida
Em cada poema novo
Uma alegria vivida

4

Na décima segunda página
Um poeminha surgiu
Era sobre um cachorrinho
Que de sua casa fugiu
Mas que foi encontrado
Antes de ir para o canil

Na página treze havia
Um poema sobre azar
Sobre sexta feira treze
E gato preto passar
Bem na frente da gente
Numa noite de luar

Na décima quarta página
Versos sobre educação
Era um poema sobre a escola
Que tinha como missão
Levar o conhecimento
Para todo cidadão

A décima quinta página
Tinha apenas uma linha
Um verso que dizia assim:
"Minha alegria é minha"
A menina ficou pensando
Que segredo ali continha

5

A página dezesseis
Sobre o tempo discorria
Dizendo como é rápido
Esse tempo que nos cria
E como ele também é
Um professor que nos guia

Na página dezessete
Um poema desastrado
Sem ter sentido nenhum
Onde um círculo quadrado
Rimava com o infinito
De uma casa sem telhado

Na décima oitava página
A menina completou
O verso que faltava
Sobre a luta que ganhou
A formiga contra o touro
Que bravamente lutou

No poema dezenove
Cada verso repetia
A frase "seja feliz"
Aquilo era a poesia
Mostrando a felicidade
No verso de cada dia

6

E na vigésima página
A menina se perdeu
Dentro do próprio poema
Que quarenta vezes leu
De tão lindo que achou
Sobre Andrômeda e Perseu

Na página vinte um
Versos sobre a natureza
Falando de fauna e flora
Com toda sua riqueza
Sua importância pro mundo
Além de toda a beleza

A página vinte e dois
Tratava sobre um lugar
Bem Distante do nosso
Chamado de Shangri-lá
Onde o tempo não passava
Como aqui vemos passar

7

Na página vinte e três
Um poema que ensinava
Como o hábito da leitura
Na vida tudo mudava
O poema dizia no fim
Que a leitura transformava

Na página vinte e quatro
O livro chegou ao final
Com um poema dizendo
Que o mundo é um quintal
Onde a simplicidade mora
E ser simples é vital

A menina fechou o livro
Logo depois o abraçou
Do lado do seu peito
Por muito tempo guardou
Um livro de poesia
Que jamais da mente tirou

8

A marcante literatura
Que trouxe felicidade
Para aquela menina
De uma pequena cidade
Também lhe trouxe um pouco
De mais profundidade

Esse foi só o começo
De seu amor pela leitura
Esse hábito tão belo
Que acrescenta e traz cultura
Que fortalece o interior
E até mesmo leva a cura

Fica aqui a mensagem
Desse cordel mensageiro
Para ser lido e levado
Para esse mundo inteiro
Como amigo da leitura
E dos livros um parceiro.

Giano Guimarães

SAUDADE É CARINHO

Saudade é carinho

Dizer que sente saudade
É quase dizer um eu te amo
É deixar clara a vontade
De abraçar aquele ser humano
Que está em outra cidade
Outro país ou em outro plano

Dizer que saudade sente
Daquela pessoa tão querida
Que por estar ausente
Faz tanta falta em sua vida
É a forma mais eloquente
De sentir a falta desmedida

A saudade é um carinho
Afago feito bem de longe
É coração lembrando sozinho
Do sentimento que se esconde
É querer estar bem juntinho
Não importando quando, nem onde

Que a saudade não mude
O seu jeito de nos ensinar
Que sentir falta é uma virtude
Para a gente o outro valorizar
Saudade é sinal de saúde
Para aquele que sabe amar.

Giano Guimarães

TEMPO

Tempo

Cada minuto olhando para o tempo
Sem esperar que o tempo passe
É um tempo a mais que se ganha
É um pouco de vida que nasce

É estranho olhar para o horizonte
E ver uma paisagem tão verdadeira
Quando geralmente o que vemos
É o produto de nossa cegueira

E se o tempo parasse um pouco?
E se a gente também parasse
De perder o tempo que se vai?
Ah, se esse tempo não contasse!

Giano Guimarães

Eleição no Brasil - poesia

 Eleição no Brasil

Período de eleição é assim
Começa tudo com a convenção
Ali se organiza, se combina
E se cria a coligação

Os comitês ficam cheios
Será com que interesse?
Com de o partido apoiar
Ou um dinheirinho ganhar?
Talvez os dois, eu creio!

E no horário político 
Os candidatos usam a criatividade
Uns se fantasiam de super-herói
Outros choram de verdade
Apelam até pra Deus
Em nome da santidade

E aí vem a carreata
Nessa hora água vira gasolina
No posto ela se acaba
Mas a fila não termina
Todos querem um pouquinho
Do combustível da propina

Depois vem a passeata
É abraço e aperto de mão
Político tem que virar acrobata
Pra dar conta da adulação
Ainda tem os mau educados
Que de santinhos enchem o chão

E vão seguindo em frente
Nas casas batem nas portas
E dizem: conto com seu voto
E saem sorrindo e batendo
Aquele velho tapinha nas costas

É muro pintado pra todo lado
Bandeira agitada no sinal
É adesivo de candidato no carro
É propaganda em rede nacional
Tudo isso contribuindo pra danado
Com a poluição ambiental

Do debate na televisão
Não se aproveita nada
Só falta saírem na mão
De tanto trocarem farpas

E no palanque tem promessa
Tem reza, cantoria e oração
Discurso de todo jeito
Mentira lavada e enganação
Induzindo o povo ao erro
Na hora da votação

Então começa o discurso
Tem a palavra um sujeito
Com ar de homem direito
Segura o microfone na mão

Meus amigos e minhas amigas
Gente de minha nação
É com alegria e felicidade
Que me lanço nessa eleição
Conto com seu voto meu amigo
Venho lhe pedir com humildade
Sua confiança e colaboração
Pra melhorarmos a sociedade

Vou investir na educação
Incentivar os discentes
Aumentar a remuneração
E dar merenda decente
A essa grande população
Que tanto é carente

Vou dar casa popular
A saúde vai melhorar
Emprego vou gerar
A pobreza eliminar
Os buracos vou tampar
O pavimento vai chegar

E com a ajuda de deus conseguiremos
No fim conquistar essa vitória
Com seu voto contaremos
É sempre a mesma história
Que a cada dois anos vemos
Mas o povo não tem memória

Se tivessem lembrança
Não reelegiam político corrupto
E teriam mais desconfiança
Em época de eleição
Verificando a ficha
Dessa rama de ladrão.

Giano Guimarães (do livro "Politiquices")

O discurso de Zé Ninguém - Cordel

O discurso de Zé Ninguém

Zé Ninguém queria
Ser ouvido no congresso
Escreveu um belo discurso
Mas não obteve sucesso
Porque logo souberam
Se tratar de um protesto

Antes de acabar o mundo
Zé Ninguém pensou:
Quem sabe eles ouçam
A voz do eleitor!
Ele era ingênuo
Eleitor não tem valor

Zé Ninguém e-mail até mandou
Pra meia dúzia de deputados
Mas ninguém lhe retornou
Teve seu discurso Censurado
A alternativa que lhe restou
Foi ter seu texto publicado

Ele criou um blog
E postou seu discurso
Divulgou na rede social
E logo tomou um susto
A repercussão foi nacional

Zé Ninguém em seu discurso
Disse somente a verdade
Aquilo que não querem ouvir
Pois se trata da calamidade
Em que está a política do país
Que em sua raiz é só maldade

Zé ninguém discursava
Em nome da igualdade
Que tanto idealizava
E pedindo dignidade
Pelo povo ele clamava
por Justiça e seriedade

Em seu discurso criticava
Os privilégios e altos salários
Que os parlamentares recebem
Se aproveitando do erário
Enquanto o povo recebe o mínimo
Salário medíocre e ordinário

Ele tocava o dedo na ferida
Do político que é desonrado
Que não tem respeito pela vida
Do cidadão que é explorado
Que dia após dia, luta e briga
Pra colocar comida no prato

Zé Ninguém pedia melhor educação
Salário digno ao professor
Que trabalha muito e sem condição
Defendendo o ensino com amor
Em escolas ruins e maltratadas
Sem prestígio e sem valor

Falava da saúde doente
Sem hospitais e médicos
Onde todo dia morre gente
Por falta de atendimento
Nessa situação indecente
Está o povo no sofrimento

Zé ninguém no fim sugeria
Que os políticos usassem
O serviço público do país
Para que eles provassem
Das mazelas que ele diz
E na pele comprovassem
A situação do povo infeliz

Ele também lembrava do povo
Que a muito tempo não protestava
Desde o impeachment do Collor
Quando muitos de caras pintadas
Saíram as ruas pedindo a saída
Daquele que ao povo enganava

Mas Zé Ninguém dias depois
Se deparou com uma grande surpresa
De repente o povo acordara
Saindo da inércia e da moleza
Resolvendo ir às ruas reclamar
Da corrupção e da pobreza

De repente o povo acordou
Então Zé Ninguém muito feliz
Assistindo a TV até chorou
Vendo o povo unido do seu país
Nas ruas como ele sonhou
Lutando como ele sempre quis

Zé Ninguém esperançoso
Começou até a acreditar
Que esse sistema duvidoso
Poderia talvez mudar
Através da força do povo
Que para ruas foi lutar

Junto com Zé Ninguém
Milhões esperam o mesmo
Que nosso povo viva bem
Com dignidade e respeito
Sem pobreza e sem desdém
Como a todos é de direito

Giano Guimarães

Insignificância - poema

 Insignificância

Nossa insignificância é extrema
Nesses dias de pura ganância
Ninguém de ninguém tem pena
O que prevalece é a arrogância
Daqueles que só querem a riqueza
E do outro esquecem a importância.

Giano Guimarães

Fotos e poesia de Luis Correia-PI e Delta do Parnaíba

Luis Correia e Delta do Parnaíba


Pense num lugar bonito
Essa tal Luís Correia
Cidade do piauí
Mar lindo, praia e areia
Um lugar tão agradável 
Sossegado e admirável 
De deixar a vista cheia

Já tinha ouvido falar
Do delta e sua beleza
Mas foi com os meus olhos
Que tive toda certeza
Do quanto é encantador
Tão bonito e acolhedor
Repleto de natureza.

(Giano Guimarães)


Praia de Macapá. Luis Correia-PI

Centro Histórico - Parnaíba-PI

Delta do Parnaíba

Delta do Parnaíba

Delta do Parnaíba

Porto das Barcas, parte histórica de Parnaíba-PI

Praia de Maramar, Luis Correia-PI

Praia de Maramar, Luis Correia-PI

Pousada Theodora - Luis Correia-PI

Pousada Theodora - Luis Correia-PI
Pousada Theodora - Luis Correia-PI

Pousada Theodora - Luis Correia-PI

Pousada Theodora - Luis Correia-PI

Delta do Parnaíba

Delta do Parnaíba
 

Delta do Parnaíba

Delta do Parnaíba

Manguezal, Delta do Parnaíba-PI

Delta do Parnaíba 
Delta do Parnaíba



Delta do Parnaíba

Catamarã, Delta do Parnaíba-PI

Delta do Parnaíba-PI

Lagoa no Delta do Parnaíba

Lagoa de água doce, Delta do Parnaíba-PI

Lagoa de água doce, Delta do Parnaíba-PI

Lagoa de água doce, Delta do Parnaíba-PI
Delta do Parnaíba



Por do Sol em Luis Correia-PI

Adicionar legenda

Por do Sol em Luis Correia-PI

Praia de Maramar, Luis Correia-PI

Luis Correia-PI

Pai é sentimento - Giano Guimarães

Pai é sentimento

Uma palavra forte e tão bela
sentimento puro que nos atrai,
O herói que esperamos na janela,
Um guerreiro como um samurai.
Voz firme mas também singela,
Amor que em atitudes se revela,
Esse ser abençoado se chama Pai.

Pai, que também é frágil como a flor,
Tem seus momentos de incertezas
Mesmo abalado em seu interior,
Quer mostrar aos filhos que é fortaleza.
Mas pai é humano sim, senhor!
Tem dilemas, sente frio e sente dor,
Mesmo escondendo sua fraqueza.

O pai é aquele que está presente
Sempre que o filho dele precisar.
Seja em espírito ou fisicamente,
Sempre pronto para lhe ajudar.
O pai, é o ser que protege a gente,
Indo no caminho a nossa frente
Tentando do perigo nos livrar.

Todos os pais são perfeitos,
Porque perfeito é o sentimento
De amor que supera os defeitos.
Pai, é do mundo um elemento
Que por causa dos seus (e)feitos,
Merece cada dia mais o respeito
E todo nosso reconhecimento.

Giano Guimaraes