Mostrando postagens com marcador dia dos pais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dia dos pais. Mostrar todas as postagens

Pai é sentimento - Giano Guimarães

Pai é sentimento

Uma palavra forte e tão bela
sentimento puro que nos atrai,
O herói que esperamos na janela,
Um guerreiro como um samurai.
Voz firme mas também singela,
Amor que em atitudes se revela,
Esse ser abençoado se chama Pai.

Pai, que também é frágil como a flor,
Tem seus momentos de incertezas
Mesmo abalado em seu interior,
Quer mostrar aos filhos que é fortaleza.
Mas pai é humano sim, senhor!
Tem dilemas, sente frio e sente dor,
Mesmo escondendo sua fraqueza.

O pai é aquele que está presente
Sempre que o filho dele precisar.
Seja em espírito ou fisicamente,
Sempre pronto para lhe ajudar.
O pai, é o ser que protege a gente,
Indo no caminho a nossa frente
Tentando do perigo nos livrar.

Todos os pais são perfeitos,
Porque perfeito é o sentimento
De amor que supera os defeitos.
Pai, é do mundo um elemento
Que por causa dos seus (e)feitos,
Merece cada dia mais o respeito
E todo nosso reconhecimento.

Giano Guimaraes

Pai - Ivone Boechat

Pai

Pai é anjo
a serviço do céu
na vida dos filhos,
sem direito a descanso
na missão;
luta, noite e dia,
orando, provendo,
protegendo,
depois fica de plantão
incentivando, socorrendo
carências,
amando, perdoando;
na correria,
vai aonde você não vai,
substitui ausências,
deixa na sombra do exemplo
a saudade do pai.

Ivone Boechat


Meu Pai (Ivone Boechat)

Meu Pai

Gosto de rever
a imagem forte do meu pai,  

tremendo o assoalho
ao caminhar.
É doce me lembrar
como se temia
quando ele perdia
a abotoadura,
o guarda-chuva,
a chave de fenda!
Hoje é lenda,
a figura enigmática,
a disciplina dura,
a rotina sistemática.
O pai não morre,
ele corre na frente
pra levantar o segredo do véu
e guardar pra gente
o lugar mais estrelado do céu.


Ivone Boechat


Perdoe seu filho - Ivone Boechat

Perdoe seu filho
Quem amou o pai como devia,
ou quem, em vida, reconheceu
no grande camarada
a importância que ele tinha,
durante o longo trecho da via
na jornada?
Quem abraçou o pai, como podia,
ou quem demonstrou a ele
o grande amor que merecia,
quando o amparava
com a própria mão,
no dia-a-dia?
Seja então o pai quase perfeito,
perdoe seus filhos pelos erros
de omissão!

Ivone Boechat

Amor de Pai - Ivone Boechat

Amor de Pai 

 O amor de pai é indiscutível:
 mão calejada,
 camisa suada,
 pressa, canseira,
 doação.
 O pai é ainda avalista
 dos erros na contra-mão.
 O amor de pai
 é visível:
 joelhos dobrados,
 prece escondida,
 braços abertos,
 olhar de ternura,
 perdão.
 Pai é alguém
 muito especial:
 produtor, diretor,
 ator, figurante
 do filme, ao vivo,
 em cores,
 com o roteiro da vida escrito
 nas linhas de sua mão.

Ivone Boechat




À Minha Filha - Alberto de Oliveira

À Minha Filha

Vejo em ti repetida,
A anos de distância,
A minha própria vida,
A minha própria infância.

É tal a semelhança,
É tal a identidade,
Que é só em ti, criança,
Que entendo a eternidade.

Todo o meu ser se exala,
Se reproduz no teu:
É minha a tua fala,
Quem vive em ti, sou eu.

Sorris como eu sorria,
Cismas do meu cismar,
O teu olhar copia,
Espelha o meu olhar.

És como a emanação,
Como o prolongamento,
Quer do meu coração,
Quer do meu pensamento.

Encarnas de tal modo
Minha alma fugitiva,
Que eu não morri de todo
Enquanto sejas viva!

Por que mistério imenso
Se fez a transmissão
De quanto sinto e penso
Para esse coração?

Foi como se eu andasse
Noutra alma a semear
Meu peito, minha face,
Meu riso, meu olhar...

Meus íntimos desejos,
Meus sonhos mais doirados,
Florindo com meus beijos
Os campos semeados.

Bendita é a colheita,
Deus confiou em nós...
Colhi-te, flor perfeita,
Eco da minha voz!

Foi o amor, foi o amor,
Ó filha idolatrada,
O sopro criador
Que te tirou do nada!

Deus bendito e louvado,
Ó filha estremecida,
Por te cá ter mandado
A reviver-me a vida!

Alberto de Oliveira

Ser pai - Wellington Varjão Lima

Ser pai

Ser pai é descobrir um mundo novo
Que nunca se houvera imaginado,
Um sonho que jamais fora sonhado,
É muito mais do que comenta o povo.
Ser pai te deixa realmente bobo?
E tudo passa a ser um aprendizado,
E volta de repente o teu passado,
E enxergas no seu filho, o teu rosto.
Ser pai é receber do Pai do céu
Uma dádiva de rica abastança.
Ser pai é receber do próprio Deus,
Que um dia foi menino; foi criança,
E agora de bom grado Ele te deu,
Um pouco dEle mesmo por herança.
Wellington Varjão Lima
poema dia dos pais
Poema para o pai
Dia dos pais
Poema para o pai
Poesia dia dos pais
Poesia para o pai

Meu pai herói - Marcos Brasileiro

Meu pai herói,
Onde a vida se constrói.
Em suas mãos que conduz o caminho,
Um presente de Deus cheio de carinho.
Pai, um provador, um tolerante e disciplinador.
Que no viver cotidiano revela o seu amor.
Pai, que tem conhecimentos,
De todos os meus momentos.
Pai, que explica o ciclo da vida,
Que mostra com clareza sua mensagem contida.
Pai, que cultiva alegria e amor,
Que ensina a olhar um mundo conquistador.
Pai, que nos instrui a pensar e questionar.
De uma vida inteira explorar.
Onde a vida transforma nossa mente,
No ponto de vista de um pai carente.
Pai, hoje estou crescido,
Onde o tempo passou,
Que por fim nunca deixou de ser querido.
-Marcos Brasileiro

poema dia dos pais
Poema para o pai
Dia dos pais
Poema para o pai
Poesia dia dos pais
Poesia para o pai

Pai herói

Pai herói e companheiro
Pai
a tua presença constante
o olhar às vezes distante
me fazem te admirar

Pai
o teu abraço apertado
mãos firmes e sempre ao meu lado
me dão forças pra caminhar

Pai
o teu sorriso ilumina
a tua voz me fascina
me acalma nas horas de dor

Pai
amigo, herói, companheiro,
sincero, leal, verdadeiro
o meu exemplo de amor

Pai
hoje eu quero te agradecer
ter me dado o dom de viver
de ser forte, crescer e lutar

Pai
quero dar-te um abraço bem forte
e sorrir bem feliz pela sorte:
ser teu filho e poder te abraçar

(Leonardo André)

poemas dia dos pais
poema dia dos pais
poesia dia dos pais

Meu Pai - Auta de Souza

Meu Pai
A Eloy

Desce, meu Pai, a noite baixou mansa.
Nem uma nuvem se vê mais no céu:
Aninharam-se aqui no peito meu,
Onde, chorando, a negra dor descansa.

Quando morreste eu era bem criança,
Balbuciava, sim, o nome teu,
Mas d’este rosto santo que morreu
Já não conservo a mínima lembrança.

A noite é clara; e eu, aqui sentada,
Tenho medo da lua embalsamada,
Corta-me o frio a alma comovida.

Se lá no Céu teu coração padece,
Vem comigo rezar a mesma prece:
Tua bênção, meu pai, me dará vida!


Auta de Souza

O Primeiro Filho - Guerra Junqueiro

O Primeiro Filho

(Carta ao amigo Bernardo Pindela)

Entre tanta miséria e tantas coisas vis
Deste vil grão de areia,
Ainda tenho o condão de me sentir feliz
Com a ventura alheia.

À minha noite triste, à noite tormentosa,
Onde busco a verdade,
Chegou com asas d'oiro a canção cor-de-rosa
Da tua felicidade.

És pai, viste nascer um fragmento d'aurora
Da tua alma, de ti...
Oh, momento divino em que o sorriso chora,
E em que o pranto sorri!

Que ventura radiante! oh que ventura infinda!
Olímpicos amores
Ter frutos em Abril com o vergel ainda
Carregado de flores!

Deslumbramento!... ver num berço o teu futuro
Sorrindo ao teu presente!...
Ter a mulher e a mãe: juntar o beijo puro
Com o beijo inocente!...

Eu que vou, javali de flanco ensanguentado,
Pelos rudes caminhos
Ajoelho quando escuto à beira dum valado
Os murmúrios dos ninhos!

Em tudo que alvorece há um sorriso d'esperança,
Candura imaculada!...
E quer seja na flor, quer seja na criança
Sente-se a madrugada.

Quando, como um aroma, o hálito da infância
Passa nos lábios meus
Vejo distintamente encurtar-se a distância
Entre a minh'alma e Deus.

A mão para apontar o azul, mão cor-de-rosa
Que aconselha e domina,
Será tanto mais forte e tanto mais bondosa
Quanto mais pequenina.

Guerra Junqueiro

Mensagens para o dia dos Pais
































poemas para o dia dos pais
frases para o dia dos pais
mensagens para o dia dos pais 2013
mensagens dia dos pais
poesia dia dos pais
mensagens para o dia dos pais no orkut

O Pai - Pablo Neruda

O Pai

Terra de semente inculta e bravia,
terra onde não há esteiros ou caminhos,
sob o sol minha vida se alonga e estremece.

Pai, nada podem teus olhos doces,
como nada puderam as estrelas
que me abrasam os olhos e as faces.

Escureceu-me a vista o mal de amor
e na doce fonte do meu sonho
outra fonte tremida se reflecte.

Depois... Pergunta a Deus porque me deram
o que me deram e porque depois
conheci a solidão do céu e da terra.

Olha, minha juventude foi um puro
botão que ficou por rebentar e perde
a sua doçura de seiva e de sangue.

O sol que cai e cai eternamente
cansou-se de a beijar... E o outono.
Pai, nada podem teus olhos doces.

Escutarei de noite as tuas palavras:
... menino, meu menino...

E na noite imensa
com as feridas de ambos seguirei.

Pablo Neruda
Tradução de Rui Lage

Sem um Filho te Apagarás no Poente

Sem um Filho te Apagarás no Poente

A luz real ergueu-se a oriente
com a coroa de fogo na cabeça:
e o nosso olhar, vassalo obediente,
ajoelha ante a visão que recomeça.
Enquanto sobe, Sua Majestade,
a colina do céu a passos de oiro,
adoramos-lhe a adulta mocidade
que fulge com as chamas dum tesoiro.
Mas quando o carro fatigado alcança
o cume e se despenha pela tarde,
desviamos os olhos já sem esperança:
no crepúsculo estéril nada arde.
Assim tu, meio dia ainda ardente,
sem um filho te apagarás no poente.

William Shakespeare
Tradução de Carlos de Oliveira

Guerra Junqueiro - Vendo-a Sorrir

Vendo-a Sorrir

(A minha filha)

Filha, quando sorris, iluminas a casa
Dum celeste esplendor.
A alegria é na infância o que na ave é asa
E perfume na flor.

Ó doirada alegria, ó virgindade santa
Do sorriso infantil!
Quando o teu lábio ri, filha, a minha alma canta
Todo o poema de Abril.

Ao ver esse sorriso, ó filha, se concentro
Em ti o meu olhar,
Engolfa-se-me o céu azul pela alma dentro
Com pombas a voar.

Sou o Sol que agoniza, e tu, meu anjo loiro,
És o Sol que se eleva.
Inunda-me de luz, sorri, polvilha de oiro
O meu manto de treva!

Guerra Junqueiro

A Minha Filha - Guerra Junqueiro

A Minha Filha

(Vendo-a dormir)

Que alma intacta e delicada!
Que argila pura e mimosa!
É a estrela d'alvorada
Dentro dum botão de rosa!

E, enquanto dormes tranquila,
Vejo o divino esplendor
Da alma a sair da argila,
Da estrela a sair da flor!

Anjos, no azul inocente,
Sobre o teu hálito leve
Desdobram candidamente,
Em pálio, as asas de neve...

E eu, urze má das encostas,
Eu sinto o dever sagrado
De te beijar— de mãos postas!
De te abençoar — ajoelhado!

Guerra Junqueiro