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Flores - Genildo Mota Nunes

Flores 

 Não quero que a vida
 Me pegue na estrada
 Qual folha caída,
 Perdida no vento.
 Nem quero que o tempo
 A correr lá fora
 Nas asas da tarde
 Me faça partir.
 Há um desejo estranho
 De sonho e de luzes
 Nos olhos da face
 De quem quer viver.
 E a flor despetala
 Nas mãos de quem perde
 Por força dos fatos
 A vez de sorrir.
 Por isso é que tento
 Compondo meus versos
 Ouvir nos espaços
 As vozes do ser...
 Vagar pelas tardes
 E pelos canteiros
 No pólen das almas
 Que podem sentir.

Genildo Mota Nunes

Genildo Mota Nunes - Clareza

Clareza 

 Uma lua havia.
 Quando as estrelas beijavam o céu.
 Uma lua havia.
 Quando, para todos, eu tirava o chapéu.
 Uma lua havia.
 Havia, hoje não há mais.

Genildo Mota Nunes

Tristeza - Genildo Mota Nunes

Tristeza 

 Pergunta à noite
 Pelos segredos,
 Pelos teus medos
 (Onde estarão?)
 Pela fragrância
 Das boas horas...
 Pelos amores
 Que nascerão.
 Pergunta à noite
 Por ti, por mim,
 Se já viu fim
 Numa emoção.
 Pergunta a ela
 Pela poesia
 De todo dia
 Sermos paixão!
 Ela dirá,
 Tenho certeza,
 Numa tristeza
 De escuridão,
 Que neste mundo
 Nada é eterno
 Se após o inverno
 Volta o verão.

Genildo Mota Nunes

Teus Olhos - Genildo Mota Nunes

Teus Olhos 

 Ó doce amada e tão linda,
 São teus olhos duas luas,
 Desejos das minhas ruas,
 Ruas do meu triste amar!
 Quem me dera, cedo ainda,
 Minhas noites fossem tuas,
 Fossem tuas minhas ruas
 Tão carentes de luar!

Genildo Mota Nunes