Não me faleis de amor, nem das carícias
Com que a fronte do sol me atorçalastes...
As ilusões no mundo são fictícias;
As rosas pendem, sem cessar, das hastes.
Entre as pálpebras, em horas não propícias,
Morrem os olhos, onde os afogastes...
Só os astros brilham, como ideais delícias,
Eternamente, em perenais engastes.
Minh′alma vai seguindo, às vezes brusca,
Tranqüila às vezes; passa pelas portas
Como astro a que nenhuma luz ofusca.
Alquimista da morte, entre retortas
E cadinhos medievos, ando em busca
Da essência celestial das cousas mortas...
Alphonsus de Guimaraens
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