Já sabíamos
que na poesia cabem
todas as cores e todos
os disfarces. Ou não fosse ela
feminina. Mas lá
também cabem, como agora
sabemos, todos
os timbres
do solfejo. No corpo
da poesia há sempre
uma partitura: é esse
o sexo
do poema. Feminino,
como o da música
e das abelhas
que dão substância
ao quadro. Masculino,
só o pólen na vulva
do poema. Ou da poetisa,
neste caso.
Albano Martins
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