(Resposta a Pinto Monteiro)
Se a tua terra é formosa,
Se tem espaços de anil,
A minha vale um tesouro:
Tem fontes de prata e ouro,
Rios maiores que o Douro. . .
Minha terra é o — Brasil.
Berço de tanta beleza
Que o meu, por certo não ha!
No teu crescem as roseiras,
Aqui tremem as palmeiras,
Batem rijas as cachoeiras
Escutando o sabiá.
Dizes que tantos primores
Ao meu lar não deu a sina?
Que o teu berço é um monumento.
Atende, atende um momento,
Se a tua terra é um portento,
A minha é quase divina!
Se cão valentes os filhos
Da nascente Santa Cruz,
Em que afrontam as metralhas
Sem os vestidos de malhas
Ante os tiros de arcabuz.
Onde um feito mais gigante
Qual o do — Ipiranga — entre nós?
Corre o Amazonas valente
Espalmando o continente
E se teve grilhão pendente
O grilhão veio de vós.
O Brasil é minha terra,
Que lindo céu que ela tem!
Tem por escudo um Cruzeiro,
Tem por asas o pampeiro,
E brada ao vulto estrangeiro
Adiante de mim — ninguém!
(Rio Grande)
Que lindo céu que ela tem!
Tem por escudo um Cruzeiro,
Tem por asas o pampeiro,
E brada ao vulto estrangeiro
Adiante de mim — ninguém!
(Rio Grande)
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