Embora a mágoa a aflija e a sorte a oprima,
O seu amor, como celeste esmola,
É um perfume sutil que se lhe evola
Do peito, e sobe deste mundo acima.
Com que ternura a sua voz me anima,
Quando, pelo meu rosto, o pranto rola!
Ninguém, como ela, a minha dor consola,
Ninguém, como ela, o meu pesar lastima.
Julgo-me só e chamo-a... ela não tarda!
Volta, acode-me, alegre; e, num momento,
Desfaz a dor que o coração me enluta.
Ela é a mais fiel, a mais constante guarda
Que, no meio da noite, o ouvido atento,
O meu suspiro entrecortado escuta.
Francisca Júlia
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