A Alarico Silveira
Ela, só ela é boa e piedosa a esperança,
Palma, que, sempre verde, os corações agita,
E, na sua missão de aliviar a desdita,
Enxuga o pranto, ilude a fome, o impulso amansa.
Ela, que é para o velho o que é para a criança,
Ela, que a mão de amiga estende à gente aflita,
Conduz-me para além do que meu sonho alcança,
De região em região, onde outra luz palpita.
É tão boa essa luz, que os calhaus do caminho
Hão de ser, se os houver, macios como arminho,
E de encará-la o meu olhar jamais se furta.
Só não sei em que mundo, em que estrela, em que
[esfera
A verdadeira paz entre bênçãos me espera,
Sei que o caminho é bom e a viagem é tão curta...
Francisca Júlia
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